quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Vozes do além !

No último boletim que recebi do Forrester Research Alert, comunica que "a despeito das previsões de crescimento, a uma taxa de 12%, para anúncios online em 2009, os anúncios nas mídias tradicionais continuarão em declíneo.
Outro excerto, fala sobre a adoção de todas as tecnologias de "Social Computing", que está sendo incrementada nos tempos atuais. Para os pesquisadores (J.K. Owyang, J. Bernoff, S. Corcoran e S. Noble), a "experimentação abre caminho para chegar aos objetivos dos negócios, por meio das redes sociais". "As marcas darão início às aplicações integrando tecnologias de redes sociais com as campanhas de marketing tradicionais. Como resultado disso, eles recomendam que "os marketeiros que trabalham com interatividade, iniciem esforços agora, adotando o acompanhamento das plataformas que permitam monitorar marcas, enquanto tomam vantagem no período recessivo, ganhando experiência com as aplicações sociais".
Uma coisa que me incomoda bastante, é que nesses "F.R. Alert" é raríssimo encontrar proncunciamentos sobre o Brasil. Veja lá: entre os BRIC's, qual o país ainda (toc, toc, toc), com o pescoço fora d'água? Será que não temos o que provar?
PS.: atradução é minha. O texto, originalmente, é enviado pela F.R. em inglês.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

SINAL (fraco) DOS TEMPOS !

As empresas ainda não estão atentas para as potencialidades das redes sociais. É fato.
Não é à toa que vemos, sim, algumas "correndo atrás do prejuízo" (dizem que essa frase está incorreta, uma vez que não se corre atrás de prejuízo, mas há quem corra sim).
Entre 12 montadoras automobilísticas que pesquisei, apenas duas teem espaços em seus portais para as Comunidades de Marcas.
Entretanto, para todas elas existem inúmeras Comunidades na rede, se manifestando, comentando, sugerindo, dando dicas de como melhorar seus produtos, processos, comercialização, promoção de eventos, criticando etc.
Algumas chegam a ter dezenas de milhares de membros em suas Comunidades.
Quem as ouve? Quem as acompanha? Quem as vê? Quem se relaciona com elas?
Quem sabe possa existir alguém que já esteja, ao menos, preparando a tranca para quando a porta já estiver arrombada.
Bummmm!

sábado, 17 de janeiro de 2009

CUIDADO (é pouco)!

Às vezes, algo que possa parecer tão óbvio, acaba passando (perigosamente) de maneira desapercebida.
A alguns dias comentei sobre a questão ÉTICA no trato com as Comunidades de Marca. É tempo de reforçar o ALERTA: JAMAIS QUEIRAM FAZER USO DAS COMUNIDADES PARA, SIMPLESMENTE, DIVULGAR OU PROMOVER OU - PIOR AINDA -VENDER.
Essas pessoas têm como base o RELACIONAMENTO, a espontaneidade.
Seria um erro FATAL pretender usar canais de contato com as Comunidades, para difundir banners e outras papagaiadas.
A paixão pelos produtos tem motivado e movido as pessoas para as Comunidades de Marca. Porém, o ódio também faz parte dos posts (comentários) difundidos.
Portanto, se seu produto é bom, será reconhecido. Se ainda não é, procure saber o que as Comunidades querem. Esforce-se para ofertar produtos desejados.

CROWDSOURCING, outrora "open source"

Foi Jeff Howe, quanto publicou um artigo na revista Wired, lá pelos idos de 2006, quem cunhou o temo 'crowdsourcing'. Ele havia percebido a ação de muitas empresas de diferentes setores que passaram a trabalhar com a inteligência coletiva - por meio do compartilhamento de tarefas - para desenvolvimento de produtos. De softwares a automóveis, as empresas que preocupam com o futuro (que já começou) de seus mercados, estão contando com as multidões e seus talentos, para encontrar soluções.
É claro que nem tudo é perfeito. Mas para encontrar diamante, é preciso muito garimpo. Mas encontram-se diamantes, sim.
Numa pesquisa que fiz nas primeiras páginas do Orkut, para comunidades com tema "Automotivo", encontrei grande quantidade de comunidades em cada uma delas. Essas comunidades, espontaneamente, expõem críticas, sugestões, apontam defeitos, elogiam...
Quem as ouve?
E olha que em cada comunidade, encontramos milhares e milhares de membros.
Sei de algumas empresas que (inteligentemente) já contam com funcionários ou departamentos próprios para acompanhamento de blogs e tudo o mais que acontece na rede (Youtube, MySpace, LinkedIn, etc).
A título de citação, veja o que dizem Libert e Spector (2009, p. 23):
Naturalmente, há ciladas no crowdsourcing. Se a colaboração não for feita de forma correta, seria melhor nem realizá-la. A Gartner Research prevê, com 80% de confiabilidade, que até 2010, mais de 60% das 1.000 empresas da Fortune terão alguma forma de relacionamento com comunidades online que poderá ser usada no marketing - mas admite, com a mesma confiança, que metade dessas comunidades será tão mal-administrada que trará mais preuízos que vantagens.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Comunicação Virtual

Desenvolvo pesquisas junto a empresas e comunidades de marcas, como parte de minha elaboração de artigos e tese.
É muito interessante participar dos acontecimentos e estar "dentro" deles. Entender os fluxos comunicacionais - e todo o processo evolutivo - em termos de internet, é vibrante. As coisas acontecem. É simplesmente isso: acontecem. Quem quiser que acompanhe, tente estar à frente - o que é difícil e arriscado demais. Mas... como considerei anteriormente "os últimos perderão a vez".
A mídia de massa é extremamente dispendiosa e imprecisa. A internet é potencial e, em muitos casos, realidade alternativa. Porém, não é suficiente, se interpretada isoladamente. É (deve ser) parte de uma estratégia de complementaridade. Mas tem custo atrativo, e tamanha interatividade e integração com o receptor (alvo), que justifica totalmente sua atratividade.
Já faz parte dos antigos ensinamentos do marketing que toda empresa deve ouvir seus mercados. Foi-se o tempo no qual os consumidores aceitavam tudo aquilo que lhes era apresentado.
Ouvir as Comunidades de Marca, é o caminho. Sua empresa ouve, ve, assiste, participa de seu mercado?
A internet "é o canal"!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Uma luz no fim do túnel (e não é do farol da locomotiva, não)!

Olhaí, pessoal.
Em marketing, analisamos a evolução de um mercado por meio de seu "amadurecimento". Quando o mercado torna-se mais maduro, as pessoas (os consumidores) são mais exigentes, fazem mais e melhores escolhas... a assim por diante.
Um maravilhoso indicador de que isso está acontecendo no Brasil, pode ser percebido e COMPARTILHADO por todos: o site http://www.skoob.com.br/
É isso mesmo. Um site voltado para a comunidade de leitores do Brasil.
A palavra "skoob", como você pode ver, é o contrário de "books" (livros, em inglês - que também tem seu site).
Nós, que sempre tivemos a (má) fama de péssimos leitores, agora podemos mostrar que "não é bem assim"
Vamos lá, mostre sua "maturidade" (o que não tem nada a haver com idade, como é meu caso).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Máximas, em tempos de disruptura.

1. Os últimos perderão a vez.

2. Quem ri por último, é retardado.

Em terra de cego, tudo o que reluz é ouro!

Há um conceito equivocado, porém disseminado, de que Internet é meio de comunicação que DEVE ser aproveitado como recurso tecnológico. "Não podemos perder o bonde" (ou seria o Trem-bala).
As bases para estabelecimento dos fluxos comunicacionais na Internet, estão nos relacionamentos. A abordagem, deve ser cuidadosamente considerada como estratégica. Certamente toda forma de comunicação deve ser estratégica. Porém, falamos de influência e, assim, a coisa muida MUITO.
O esquema previamente estabelecido para o processo comunicacional: EMISSOR > MENSAGEM > RECEPTOR precisa ser revisto. Falamos de "influência", de "propagação", de "buzzmarketing", de "comunidades de marcas". De consumidores que "sem papas nas línguas" comentam suas experiências de consumo, recomendam ou condenam produtos.
O buxixo na rede, principalmente originados nas redes sociais (MySpace, Orkut, Flickr, Digg, LinkedIn, Youtube etc), contam com com a interferência dos próprios consumidores que processam mensagens recebidas e propagam-na com voracidade: positiva ou negativamente. Membros de uma comunidade rejeitam intervenções (mensagens) comerciais. Ao pensar em ampliar valor da Marca (ou qualquer outro interesse negocial) pense, antes, nas consequências. Como num lance de xadrez: ao estudar a movimentação de sua peça, qual será a reação do oponente. Primeiramente, pode ser muito mais interessante contar com esses canais como oportunidades para ouvir seus consumidores em busca de aperfeiçoamento de sua oferta (entenda-se "um produto melhor").
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