quarta-feira, 29 de abril de 2009

Marketing com Saúde!

A disseminação viral não é um campo de estudo com privilégio da área da Saúde. Nós, das áreas de Humanas e Sociais, também temos nossas estratégias virais.
E, também tal como com a tecnologia, nossos vírus podem ser usados malefica ou beneficamente.
A Comunicação é o meio de disseminação que utilizamos. Entretanto, assim como tem ocorrido em vários setores, a comunicação viral tem forte conteúdo elaborado pelo próprio receptor.
Como?
Veja só: as organizações procuram direcionar os fluxos de suas informações para seus públicos-alvos. Com isso, procuram posicionar suas marcas. A imagem, então, é refletida por esses públicos-alvos. Até aí, 'tudo bem'.
Mas... e quando esses públicos-alvos repercutem suas experiências com essas marcas, ou com os produtos.
Cabe aqui, esclarecer que conceituo Serviços, também, como produto. Portanto, tangíveis ou intangíveis, todos são produtos.
Para algumas organizações, essa repercussão não passa de "ruído de comunicação". Ledo engano.
Seus clientes podem estar conduzindo sua marca para, pelo menos, dois caminhos:
1. grandes oportunidades de melhorias em seus produtos, a partir do feedback oferecido;
2. um processo de "queima" de imagem - alimentado pelo ódio à desatenção ("Ninguém me ouve, nem toma providências!"
O SETOR SAÚDE
Assim como aconteceu com os mercados há séculos, ainda imaturos e com consumidores ávidos por tudo o que pudessem comprar, o setor Saúde vê-se diante de um dilema típido de mercados em processo de amadurecimento:
- grande oferta de produtos, possibilitando escolhas aos consumidores;
- aumento de poder aquisitivo, dando possibilidade a novos consumidores ter acesso aos serviços;
- aumento de concorrência entre empresas e entre profissionais liberais;
- consumidores mais maduros e, portanto, mais exigentes nas escolhas;
- competição arriscada por preço, onde a qualidade percebida deveria ser o foco;
- desconhecimento sobre segmentação de mercado.
Infelizmente, os profissionais do setor Saúde ainda não têm - em muitos casos - formação adequada para que possam compreender essa realidade. Ainda existe muita resistência por entenderem que "Marketing é anti-ético".
Em Marketing, como em qualquer área, a Ética deve orientar as ações. Mas, em Marketing, como em qualquer outra área, os profissionais idôneos sofrem com as más práticas.
Como os paradigmas também podem mudar, quem sabe possamos contribuir para uma gestão mais saudável das iniciativas empreendedoras dos profissionais liberais, inclusive os da Saúde.
Um bom começo poderia ser a inserção, em seus currículos, de temáticas voltadas para um preparo do futuro profissional, com relação a seu ambiente competitivo.
Bem, daí, a repercussão viral de seus clientes, poderia ser muito mais positiva do que tem sido. Afinal, além das questões éticas que envolvem os processos comunicacionais no setor Saúde, ter clientes fiés e poder torná-los porta-vozes de um serviço de qualidade percebida, é um ótimo e eficaz meio de comunicação. É um vírus do bem.

domingo, 5 de abril de 2009

Falem bem, falem mau... mas eu quero saber!

As mudanças acontecem numa velocidade crescente. Já comentamos sobre isso, e você deve ouvir - e ler - esse tipo de 'frase pronta' muitas vezes.
O engraçado (ou triste) é que provavelmente você nada fez.
Vejamos.
As Mídias Sociais podem ser entendidas como o espaço para compartilhar nas, e entre as redes sociais, independentemente de seu conteúdo. Podemos, nelas inserir os Blogs, porém o conceito é mais amplo. As Midias Sociais tem dinâmicas mensuráveis, ainda que totalmente descentralizadas e independentes de limites no tempo e no espaço geográfico.
Com tudo isso, o que você sabe (se é que sabe), sobre o que andam comentando sobre seus produtos, sobre suas marcas, sobre você?
Você pode saber e aproveitar as informações, podendo desenvolver estratégias adequadas para estabelecimento de fluxos comunicacionais adequados com seus consumidores - ou melhor ainda, com as Comunidades de Marca. Pode segmentar ou subsegmentar seu relacionamento.
Conheça uma nova ferramenta da Web: o Radian6
Você precisará se cadastrar para receber um demo da ferramenta. Mas, antes disso, leia as informações disponíveis.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Cara ou conteúdo?

Como é que você se comunica com seu público-alvo?
Você o conhece?
Frequentemente, procuramos pelos números e assim, passamos a orientar nossa "mensagem comercial", procurando atingir esse público.
O problema começa aí, pois geralmente conseguimos atingir esse público.
Só que "esse público" sai, realmente, ferido: nós o atingimos mesmo.
Quando pensamos no processo comunicacional via digital, esquecemos que ACIMA DE TUDO estamos lidando com AUDIÊNCIA.
Se partirmos de segmentação do público-alvo para direcionar a mensagem, um passo fundamental é entender que dentro dos perfis identificados existem PESSOAS.
Quando nos preocupamos, essencialmente, anunciar descontos, preços, vantagens, informações técnicas... esquecemos de ter preocupação em saber se as pessoas que estão acessando o site, estão interessadas nessas informações. Não que elas não sejam importantes.
A questão é a prioridade dada a tais informações, que tomam espaço em sua página e provocam, na audiência, o impulso pelos cliques: cliques de mudança de site.
Por quê?
Deixemos de tratar aqueles que visitam os sites como consumidores simplesmente, e passemos a tratá-los como são: pessoas.
Elas querem relacionamento, e odeiam ser percebidas unicamente como compradoras. Devemos tratar os visitantes como pessoas que querem satisfazer suas necessidades, desejos por meio de sua ajuda.
Tudo o que as pessoas realmente compram é "experiência". Seu site explica, permite à audiência a percepção de experiência entregue por seu produto?
Você dá espaço para que sua audiência se manifeste? Não? Então como você a conhece? Somente pelos números?
E sabe do que mais? Isso pode fazer toda a diferença: um pequeno passo para sua credibilidade, um enorme salto para o seu sucesso na Web.
Comentário elaborado baseado no artigo de J. Bader.
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