terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Marcas: paixão & ódio

Está em curso uma forte transformação nos mercados. O mercado onde estão as PESSOAS.
Isso soa tão lógico que parece banal. Aí mora o erro. Aqueles que produzem, esquecem-se de que também consomem - ainda que possam não sentir os problemas e as dificuldades da maioria daqueles aos quais ofertam seus produtos. Considerando que os canais de comunicação têm abrangência global, essa força exerce pressões dificilmente mensuráveis, embora permitam que as empresas possam acompanhar seus vetores.
Quantas variáveis estão presentes nessa configuração:
1. a abrangência é global, porém, a comunicação é direcionada (grupos, comunidades, segmentos etc);
2. embora tenhamos uma língua quase universal (inglês), ao pensar em questões como a ainda presente falta de acesso digital (em que pesse a rápida acessibilidade, se comparada à era da mídia de massa/televisão);
3. pensar em comunicação como meio de "venda" requer uma REAVALIAÇÃO TOTAL dos conceitos de Publicidade e Propaganda: as Comunidades (blogs, Orkut, Myspace, Flikr, Digg...) não querem ser entendidos como "potenciais consumidores";
4. como desenvolver relacionamento com as Comunidades com objetivos Éticos, no sentido de traduzir seus clamores em PRODUTOS MELHORES?
5. comunicar é, então, uma questão de tecnologia ou de relacionamento?

Faz-se URGENTE entender que:
a. existem consumidores, mas eles/elas são PESSOAS;
b. vivemos num mesmo espaço chamado PLANETA TERRA;
c. tudo tem limite, INCLUSIVE OS RECURSOS ESSENCIAIS;
d. educar e distribuir renda, são questões que permitem desenvolver e aplicar os conceitos acima, levando a uma melhoria das condições devida e, consequentemente, a uma busca de equilíbrio (equilíbrio = menos ganância, menos ambição, menos violência, menos desperdício).
e. antes de pensar em "como falar ao consumidor", é preciso "dialogar", entender que o consumidor compartilha a criação das mensagens e, acima de tudo, define o ciclo do produto, ou da marca. O processo comunicacional deve ser construído como uma via de mão dupla. É necessário uma revisão no conceito de unidirecionalidade dos fluxos comunicacionais.

O que você faz, com relação a isso?

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